segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Final de ano!

Eu sempre acabo deixando os posts nesse blog muito formais, sistemáticos e não sei. O escalafobeticismo vem maquiado daquela frescurada de ter uma ordem inteligível, e acreditem, mesmo assim eu consigo deixar isto aqui ininteligível para muitos.

Finalmente o ano acabou, como este ano passou rápido! Esta quarta eu entrego o último trabalho desse semestre no mestrado e completo um ano que foi metade ocioso, metade ocupadíssimo. Em um dia eu estava acordando as 3 da tarde, me deprimindo por não ter o que fazer, no outro, eu estava com três empregos informais e um mestrado maluco cheio de coisas pra fazer no laboratório. Pois é, agarrei essas oportunidades com duas mãos. Uma forma de expiação de falhas anteriores e também de calação de boca, para mim, que um dia disse que jamais voltaria a fazer algumas coisas que passei o semestre fazendo.

E a sensação de tudo isso? Muito boa! Eu estava tomado pelo orgulho e pela frustração de um passado recente, pensando que se sobe o degrau de dois em dois, mas na verdade é um aprendizado lento e sincero para se chegar aonde quer. Aonde eu quero chegar? Não sei ainda, mas estou procurando fazer tudo o que está ao meu alcance e tentando manter minha qualidade de vida, para depois não me arrepender lá na frente.

As coisas acontecem na nossa vida tão de repente que não dá pra ficar se garantindo em nada que ainda não aconteceu, ou que ainda não se concluiu.

Anos como este, com muitas mudanças e readaptações, no final das contas podem ser descritos facilmente em ordem cronológica. Eis o que vou mostrar abaixo, alguns dos itens mais importantes do meu ano:

- Em janeiro, voltei do Japão e tive que me reacostumar a viver na casa da minha família, rever os amigos e me reacostumar com a vida, o clima e a comida do Brasil.

- Nesse tempo que voltei, um rolo meu estava meio truncado, resolvi dar continuidade a ele, mas em março cheguei à conclusão que não daria certo, pois eu não estava a fim de ménage à trois, e sim de um namoro sincero.

- Em fevereiro fui para o Rio de Janeiro a convite da Eliane, foi uma viagem muito gostosa e boa para valorizar mais o Brasil. Fui muito bem recebido lá e aproveitamos bastante.

- No mesmo mês, meu Vô Miguel faleceu, foi um período muito desgastante pro meu pai e pra minha família toda, eu viajei demais, fiquei coisa de 3 dias sem dormir porque tudo foi na mesma época que eu tava tentando emprego em SC e concurso na Petrobrás.

- Em abril, fui pra Argentina com meus amigos, foi também uma viagem bastante legal, mas eu fiquei de grude na coitada da Milene, mesmo assim aproveitamos muito e vimos tudo o que se tem pra ver em Bs. As.

- Passou toda essa confusão, voltou a calmaria e um ócio. Enfiei a carona na filatelia, vendi muito de selos, comprei também, me desorganizei nas contas, que já não estavam lá organizadíssimas... mas aprendi muito sobre selos e usei isso como meu canal de satisfação. Consegui novos clientes e amigos, às vezes corria como louco fechando orçamentos e pedidos pra mandar.

- Enquanto isso, maio, junho, julho, tentei empregos, fui chamado para dinâmicas de grupo e entrevistas porque no meu currículo constava a experiência no Japão, mas no final nunca dava certo porque a concorrência era alta e o meu perfil deveras acadêmico. Talvez a instabilidade emocional e o recostume com a situação atual também influenciasse nos resultados.

- Julho foi um mês de novidades. Resolvi me inscrever pro mestrado, ainda sem compromisso, mas houve uma bolsa, um processo seletivo e eu me animei. Em agosto entrei como aluno regular do mestrado dando continuidade a um projeto de IC de duas colegas muito queridas com uma orientadora muito querida também.

- Daí em diante começou a loucurada. Em agosto eu já tava a todo vapor no lab preparando amostras (tanta energia acumulada tinha que servir para alguma coisa), duas alunas de IC começaram a me acompanhar e fomos em frente. As matérias do mestrado também eram dose, aqueles relatórios...

- Em setembro comecei a dar aula no Sagrada por uma solicitação da grande Prof. Eneri, entrei como substituto e acabei ficando até o fim do ano por causa do transplante de córnea que ela fez (ela é minha irmã de ceratocone). A gente acha que é só ir lá e dar aula, mas eu tive que sentar, reaprender física do ensino médio, preparar aula, montar prova, resolver problema de aluno.... como ser professor não é fácil!

- Outubro fui a SP ver o show da Hebe, esse momento se tornou inesquecível. E hei de ir mais vezes se ela fizer turnê!

- E em novembro tornei-me professor substituto de japonês. Quem sabe mais pra frente não seja somente substituto. Mas também dei aula de português para japoneses, que grande aprendizado. Um staff muito bacana sempre aqui e ali me ajudando na parte lateral das aulas.

- Dezembro, continuidade do mestrado, prova de proficiência em Londrina (com cia. da Lorene parcera do tipo pa-ti-pá), pausa para algumas férias e o desejo de que muitas bênçãos acompanhem o ano que vem. E que seja muito melhor do que este já foi.

Falow!

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