domingo, 3 de abril de 2011

Nova modalidade de penhor

Nossa, faz tempo que eu não posto aqui.

Eu estava pensando esses dias em uma coisa muito estranha: uma modalidade de penhor nova.
É uma modalidade extremamente boa de penhor, em que saem beneficiados ambos o credor e o devedor, e veja só por quê: o objeto penhorado é DINHEIRO VIVO!

Mas daí, você lendo isto, diria: mas por que, Raphael, então o cara que vai penhorar já não usa o próprio dinheiro vivo??? Porque este dinheiro vivo tem uma propriedade especial: são notas flor de estampa de REAL, e o devedor é um colecionador de notas de real.

Aí está o único problema: esta modalidade de penhor só se aplica com sentido aos colecionadores de notas de real.... que são pouquíssimos.... e vamos e venhamos, você há de concordar comigo que quem coleciona notas de real não costuma ter problemas financeiros, é ou não é?

Como se desfazer de notas com assinaturas já raras e etc, usando-os pelo valor facial, seria um SACRILÉGIO... ele penhora... dá como garantia o dinheiro e pega o valor facial como empréstimo de alguém que tenha esse dinheiro liberado e não lhe faça falta por um tempo. Já o credor vai receber esse dinheiro e deverá cuidá-lo muito bem, para que jamais seja usado, jamais seja dobrado ou amassado, e muito menos perdido!

Assim todos ficam felizes.... na pior das hipóteses, se o devedor não tiver como pagar... ele libera a utilização do dinheiro da coleção para o credor, mas é claro, esse credor que não seja idiota de usar de qualquer jeito o dinheiro, pois além de tudo ele tem a grande possibilidade de lucrar, vendendo as notas para colecionadores de cédulas de real!

E quanto às taxas de juros? São combinadas entre ambas as partes, ora.

Mais uma coisa legitimamente escalafobética para este blog.
E eu acho que menos da metade das pessoas que leu entendeu este post.