quarta-feira, 6 de abril de 2016

O PROFESSOR NO BRASIL



Estamos em uma geração e local no mundo onde simplesmente ninguém sabe o que é um professor. Nem mesmo os próprios professores. Desde a escola básica até a pós-graduação, não se tem mais consciência da importância que tem e do respeito que merece a função de um professor.
Grande parte dos professores que aí está, sobretudo os das novas gerações, não teve em sua formação básica uma "conceituação" correta de professor, e não aprendeu como reconhecê-lo assim. Muitos desses que se tornaram professores, tornaram-se por consequência do fluxo da vida, das oportunidades, das necessidades que apareceram no caminho. O fato é que muitos nem pensavam em ser, nem desejavam ser professores. E também, não tinham como, uma vez que não conheciam o conceito.
Na minha infância e na minha casa, aprendi com meus pais e avós (pais já antigos, avós já mortos) que o professor é uma espécie de sábio, de alma privilegiada, que por isso merece respeito. O conceito de professor me foi passado como de um ser humano diferenciado, que, embora seja uma pessoa comum e tenha falhas, quando assume sua função é a autoridade máxima, e nos guiaria, aos alunos, pelo caminho do aprendizado e do conhecimento.
No final da minha infância, veio a internet. A informação (não o conhecimento) tornou-se disseminado de uma forma até então inimaginável, e parte da função de "professor" tornou-se comprometida. Afinal, se o professor trazia informação, por que precisaríamos dele, se temos a internet? Em uma velocidade e facilidade que livros não conseguem acompanhar, principalmente para quem é preguiçoso para ler e com um cérebro limitado para absorver, a informação domina e a absorção do conhecimento se torna uma tarefa cada vez mais desordenada e complexa.
Absorver a informação e interpretá-la, sabendo aplicá-la, gera o "conhecimento", e aí a função do professor prevalece. Sou um ignorante total da pedagogia, mas minha visão é de que a função do professor não é apenas passar a informação, mas sim de uma forma que nos fosse inteligível e interpretável, com metodologia adequada e prática, gerando conhecimento. O professor não é um simplesmente ditador de trechos escritos em livros ou testador de decorebas, mas sim um mentor que nos faz entender.
No entanto, para se entender, é preciso obter a informação primeiro, e como essa parte da missão do professor foi preterida pelo fácil acesso à informação, alguns poderiam dizer que o professor ficou "parcialmente obsoleto".
A prática é a seguinte: As crianças, os jovens escolares e universitários, enfim, a maioria dos alunos, não tem consolidada em si o conceito de professor, o respeito de que ele é digno, e consequentemente não reconhece a sua autoridade.
Os professores da nova geração, por si só, excluindo aqueles com domínio e liderança (e não necessariamente os que nasceram para ser professores), não se entendem como tal autoridade, não possuem nem a maturidade nem a responsabilidade que tinham no passado. Não aprenderam o conceito e a importância de um professor, nem em casa, nem enquanto alunos. Muitas vezes, o professor quer que o dia passe rapidamente, fica doente por estresse, sente-se um lixo pelo salário de fome, preocupa-se apenas com "futricas" do ambiente de trabalho, e está ali só porque não tem uma coisa melhor ou não "conseguiu ser uma coisa melhor".
Não obstante, nossa sociedade ainda privilegia e reconhece certas profissões, todas as quais também precisam de um professor para formar, mas a figura do professor fica cada dia mais anônima, cada dia mais obscura. O médico, o militar, o engenheiro, o especialista fundamental para alguma área, são profissionais respeitados e valorizados, apesar das dificuldades que também sofrem nesta nação em franco processo de esfacelamento.
Na sociedade hodierna, o talento para ser professor pode ser interpretado de várias maneiras: o talento para a paciência, o talento para suportar o estresse físico, ou o estresse psicológico, o gosto por dar aulas, a facilidade de aprendizado, a boa formação, mas nada disso significa que o professor é um formador de conhecimento. A via é de duas mãos: de que adianta um professor motivado, bem-remunerado, inteligente, em frente a uma classe de alunos que saíram de casa sem o conceito, literalmente sem a educação necessária para compreendê-lo e respeitá-lo?
Portanto, muitas vezes, o trabalho de professor se resume à transmissão de informação, à falta de possibilidades de consolidar o conhecimento, ao mergulho em entraves burocráticos e dificuldades alheias à sala de aula, ao preenchimento de diários e à submissão à pressão de passar um aluno que não atingiu o conceito mínimo por questões meramente políticas ou de conveniência momentânea, segundo ordens "de cima".
Tudo está errado no que concerne ao trabalho de professor no Brasil. No ensino público e privado, professores com parca formação desde o básico, que muitas vezes não sabem escrever corretamente, são empregados em escolas que apenas se importam que ele esteja presente na sala de aula, controle a turma (ainda que disfarçadamente), passe o conteúdo de qualquer jeito, e faça cursos que todo mundo sabe que não foram feitos (como aqueles à distância em que ele preenche alguns formulários e não aprende nada para subir de nível na carreira). No ensino particular, a remuneração do professor muitas vezes é ainda pior do que no ensino público, e então essas pobres pessoas ficam sem saída. Sim. Muitas vezes os professores não conseguem ser nada "melhor". O "melhor" que ainda é, em parte,  respeitado pela sociedade. E muitos, ainda que houverem desejado ser professor um dia no passado, frustram-se.
Tudo isso culmina em um país de gente ignorante em todos os níveis, em crianças, adolescentes, universitários, mestres, doutores de péssima formação. Incompetentes em todos os níveis, que não conseguem concorrer em padrões internacionais. Pessoas que foram escorregando pelas ladeiras do destino e foram parando nas margens de uma sociedade nefasta e mal-administrada, e contribuindo para uma formação cada vez pior de pessoas que, de geração a geração, vão esquecendo cada vez mais o respeito, a dignidade, a autoridade, o conhecimento. E cada vez mais teremos piores alunos (devido à formação dos pais) que vão se tornando piores profissionais, e dentre estes, ainda piores professores que estão por vir.


domingo, 3 de abril de 2011

Nova modalidade de penhor

Nossa, faz tempo que eu não posto aqui.

Eu estava pensando esses dias em uma coisa muito estranha: uma modalidade de penhor nova.
É uma modalidade extremamente boa de penhor, em que saem beneficiados ambos o credor e o devedor, e veja só por quê: o objeto penhorado é DINHEIRO VIVO!

Mas daí, você lendo isto, diria: mas por que, Raphael, então o cara que vai penhorar já não usa o próprio dinheiro vivo??? Porque este dinheiro vivo tem uma propriedade especial: são notas flor de estampa de REAL, e o devedor é um colecionador de notas de real.

Aí está o único problema: esta modalidade de penhor só se aplica com sentido aos colecionadores de notas de real.... que são pouquíssimos.... e vamos e venhamos, você há de concordar comigo que quem coleciona notas de real não costuma ter problemas financeiros, é ou não é?

Como se desfazer de notas com assinaturas já raras e etc, usando-os pelo valor facial, seria um SACRILÉGIO... ele penhora... dá como garantia o dinheiro e pega o valor facial como empréstimo de alguém que tenha esse dinheiro liberado e não lhe faça falta por um tempo. Já o credor vai receber esse dinheiro e deverá cuidá-lo muito bem, para que jamais seja usado, jamais seja dobrado ou amassado, e muito menos perdido!

Assim todos ficam felizes.... na pior das hipóteses, se o devedor não tiver como pagar... ele libera a utilização do dinheiro da coleção para o credor, mas é claro, esse credor que não seja idiota de usar de qualquer jeito o dinheiro, pois além de tudo ele tem a grande possibilidade de lucrar, vendendo as notas para colecionadores de cédulas de real!

E quanto às taxas de juros? São combinadas entre ambas as partes, ora.

Mais uma coisa legitimamente escalafobética para este blog.
E eu acho que menos da metade das pessoas que leu entendeu este post.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O Cronograma

Quando eu estava na escola e, mais ainda, na universidade, aprendi muito sobre o tal "cronograma". O que é o cronograma, basicamente, todo mundo sabe: é um gráfico no qual você coloca as atividades e as datas em que elas serão cumpridas em um determinado projeto, e tenta segui-las. Mas quase nunca se as segue.
Eu odiava cronograma: um, porque fazer cronograma é um saco, e dois, porque envolvia tarefas a serem feitas e que nunca davam certo com o cronograma. Depois tinha que pegar aquele cronograma e detalhá-lo para que ficasse mais entendível, senão também ele perdia a função.

Enfim, uma coisa chata mas importante.

Eu me dei conta da necessidade e do prazer de montar um cronograma agora no começo deste ano, pois tinha que organizar as atividades do meu mestrado. Este ano vai ser pesado, porque vou ter disciplina a mais, além dos trabalhos paralelos, e a pesquisa envolve uma carga horária grande em laboratório, preparando os resultados para um congresso que vai ter em maio. Assim, se não organizar as atividades para ter ideia se vamos poder realizá-las em tempo, fica um Deus-nos-acuda.

Ainda bem que eu tive a ideia de fazer um cronograma no começo do ano, senão, no final do semestre, com tudo em cima da hora, não há cronograma que resolva os atrasos acumulados! E fica tudo uma loucurada.
Sei que muito da loucurada de um mestrado é inerente a ele, coisas dão errado, ideias vão por água abaixo antes de acontecer, equipamento estraga, etc. Além disso, o que não é inerente mas é vicioso também atrapalha, como professor-orientador mudando de opinião, técnico de lab que não ajuda, a gente que é preguiçoso e vai deixando, etc. Tudo isso são inimigos do cronograma.

Mas eu fiz um cronograma com boas folgas, bons encaixes, e com ajuda de três pessoas brilhantes que estão na minha equipe vai sair tudo maravilha, sem dúvida! Joguei um monte de cores para ele ficar escalafobético e atraente. E peguei um trecho dele e fiz um novo cronograma detalhadíssimo desse trecho, é claro, com os pé no chão. Nada mirabolante e impossível de executar. Mas que o que está ali precisa sair, ah é, precisa.

Veja abaixo um snapshot do meu cronograma principal: parece a bandeira do movimento gay. hahaha

Falow!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Fim de ano! Vamos doar sangue!

Pessoal, o assunto que me tem vindo à cabeça é muito importante: VAMOS DOAR SANGUE!

Eu comecei a doar sangue este ano de 2010. Na verdade foi meio tarde mesmo, podia estar doando sangue desde meus 18 anos em épocas propícias. Mas era sem-vergonhice, preguiça mesmo que me impedia.
Eu recomendo fortemente aos que têm medo e nunca fizeram, que tentem! Se estiverem aptos e na idade certa não tem por que não tentar!

Eu digo isso porque muitas das pessoas que eu suponho estarem aptas a doar sangue me dão a desculpa escalafobética de que "têm medo", ou de que "vão desmaiar", ou de não sei mais o quê. Não vou nem exemplificar essas pessoas aqui porque vai ficar chato, mas eu gostaria muito de vê-las doando!

Eu sei que tem pessoas que não podem realmente doar, porque têm diabetes, parceiros sexuais variáveis, não estão na faixa de peso compatível ou estão por fora da idade. Às vezes até tentam doar, mas o exame preliminar detecta que são anêmicas. Nesse caso realmente, fazer o quê, mas aquelas que não se encaixam nessas condições deveriam ver que sensação boa é você ficar ali por 15 minutos, NÃO SENTIR NADA além de uma simples picadinha, e voltar pra casa alimentado e com a satisfação de que com aquele ato pode ter ajudado a salvar até TRÊS VIDAS!

Outra coisa que recomendo fortemente é que se cadastrem no banco de doadores de medula óssea. Eles tiram 10 mL de sangue e cadastram nesse banco. A doação da medula só acontece caso seja compatível com alguém que esteja precisando, isso é muito difícil de acontecer. Porém, apesar do procedimento de doação de medula não ser algo tão simples, eu considero quem tem a oportunidade de doar como um felizardo, um privilegiado, pois é algo muito difícil de acertar e literalmente salva a vida de uma pessoa.

Além de tudo isso, depois da doação, eles dão um lanchinho pra repor as energias. Quer coisa melhor?
As mulheres do Hemepar (Hemonúcleo) aqui de PG fazem um misto quente muito bom, e acho que, por estar com menos 250 mL de sangue, a gente sente mais fome ainda.

Então! Só coisas boas pra quem vai doar! Se você nunca doou, aproveite o final do ano e vá lá tentar! Vai ver que não é nada de mais, e tem uma importância enorme pra quem recebe! E se você já foi mas faz tempo que não vai, volte a ir! Não custa nada dedicar um tempinho a cada 3 ou 4 meses para fazer isso...

Fica aí minha dica quente de final de ano!

Falow!

E, abaixo, um vídeo que não incentiva tanto a doação, mas é engraçado heheheh

http://www.youtube.com/watch?v=odyYPnO6k_c

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Final de ano!

Eu sempre acabo deixando os posts nesse blog muito formais, sistemáticos e não sei. O escalafobeticismo vem maquiado daquela frescurada de ter uma ordem inteligível, e acreditem, mesmo assim eu consigo deixar isto aqui ininteligível para muitos.

Finalmente o ano acabou, como este ano passou rápido! Esta quarta eu entrego o último trabalho desse semestre no mestrado e completo um ano que foi metade ocioso, metade ocupadíssimo. Em um dia eu estava acordando as 3 da tarde, me deprimindo por não ter o que fazer, no outro, eu estava com três empregos informais e um mestrado maluco cheio de coisas pra fazer no laboratório. Pois é, agarrei essas oportunidades com duas mãos. Uma forma de expiação de falhas anteriores e também de calação de boca, para mim, que um dia disse que jamais voltaria a fazer algumas coisas que passei o semestre fazendo.

E a sensação de tudo isso? Muito boa! Eu estava tomado pelo orgulho e pela frustração de um passado recente, pensando que se sobe o degrau de dois em dois, mas na verdade é um aprendizado lento e sincero para se chegar aonde quer. Aonde eu quero chegar? Não sei ainda, mas estou procurando fazer tudo o que está ao meu alcance e tentando manter minha qualidade de vida, para depois não me arrepender lá na frente.

As coisas acontecem na nossa vida tão de repente que não dá pra ficar se garantindo em nada que ainda não aconteceu, ou que ainda não se concluiu.

Anos como este, com muitas mudanças e readaptações, no final das contas podem ser descritos facilmente em ordem cronológica. Eis o que vou mostrar abaixo, alguns dos itens mais importantes do meu ano:

- Em janeiro, voltei do Japão e tive que me reacostumar a viver na casa da minha família, rever os amigos e me reacostumar com a vida, o clima e a comida do Brasil.

- Nesse tempo que voltei, um rolo meu estava meio truncado, resolvi dar continuidade a ele, mas em março cheguei à conclusão que não daria certo, pois eu não estava a fim de ménage à trois, e sim de um namoro sincero.

- Em fevereiro fui para o Rio de Janeiro a convite da Eliane, foi uma viagem muito gostosa e boa para valorizar mais o Brasil. Fui muito bem recebido lá e aproveitamos bastante.

- No mesmo mês, meu Vô Miguel faleceu, foi um período muito desgastante pro meu pai e pra minha família toda, eu viajei demais, fiquei coisa de 3 dias sem dormir porque tudo foi na mesma época que eu tava tentando emprego em SC e concurso na Petrobrás.

- Em abril, fui pra Argentina com meus amigos, foi também uma viagem bastante legal, mas eu fiquei de grude na coitada da Milene, mesmo assim aproveitamos muito e vimos tudo o que se tem pra ver em Bs. As.

- Passou toda essa confusão, voltou a calmaria e um ócio. Enfiei a carona na filatelia, vendi muito de selos, comprei também, me desorganizei nas contas, que já não estavam lá organizadíssimas... mas aprendi muito sobre selos e usei isso como meu canal de satisfação. Consegui novos clientes e amigos, às vezes corria como louco fechando orçamentos e pedidos pra mandar.

- Enquanto isso, maio, junho, julho, tentei empregos, fui chamado para dinâmicas de grupo e entrevistas porque no meu currículo constava a experiência no Japão, mas no final nunca dava certo porque a concorrência era alta e o meu perfil deveras acadêmico. Talvez a instabilidade emocional e o recostume com a situação atual também influenciasse nos resultados.

- Julho foi um mês de novidades. Resolvi me inscrever pro mestrado, ainda sem compromisso, mas houve uma bolsa, um processo seletivo e eu me animei. Em agosto entrei como aluno regular do mestrado dando continuidade a um projeto de IC de duas colegas muito queridas com uma orientadora muito querida também.

- Daí em diante começou a loucurada. Em agosto eu já tava a todo vapor no lab preparando amostras (tanta energia acumulada tinha que servir para alguma coisa), duas alunas de IC começaram a me acompanhar e fomos em frente. As matérias do mestrado também eram dose, aqueles relatórios...

- Em setembro comecei a dar aula no Sagrada por uma solicitação da grande Prof. Eneri, entrei como substituto e acabei ficando até o fim do ano por causa do transplante de córnea que ela fez (ela é minha irmã de ceratocone). A gente acha que é só ir lá e dar aula, mas eu tive que sentar, reaprender física do ensino médio, preparar aula, montar prova, resolver problema de aluno.... como ser professor não é fácil!

- Outubro fui a SP ver o show da Hebe, esse momento se tornou inesquecível. E hei de ir mais vezes se ela fizer turnê!

- E em novembro tornei-me professor substituto de japonês. Quem sabe mais pra frente não seja somente substituto. Mas também dei aula de português para japoneses, que grande aprendizado. Um staff muito bacana sempre aqui e ali me ajudando na parte lateral das aulas.

- Dezembro, continuidade do mestrado, prova de proficiência em Londrina (com cia. da Lorene parcera do tipo pa-ti-pá), pausa para algumas férias e o desejo de que muitas bênçãos acompanhem o ano que vem. E que seja muito melhor do que este já foi.

Falow!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Coisas que não dão certo

Sabe aquele dia que parece que nenhuma das coisas que você faz dão certo? Bem, na verdade você faz até do jeito que tem que fazer, mas o resultado não é bom. O pior é quando um monte de coisas dessas acontece no mesmo dia, parece que a gente se sente impotente, desacorçoa-se! Mas de qualquer forma era esperado isso.

Por exemplo, a parte prática do meu mestrado ainda está no começo, e a probabilidade dos experimentos darem errados é muito maior do que darem certos. Dito e feito, a alumina não densificou na queima, como eu poderia explicar um milagre caso ela densifique naquelas condições? Ora, se isso acontecesse, seria um artigo digno de uma Science. Minto: não seria de uma Science, e sim alguma revista editada pelo Padre Quevedo ou pela Mãe Dinah. Se fosse pela Igreja Católica eu seria canonizado.

Isso foi só um pedacinho. Outras coisinhas que acontecem no dia vão se somando, mas são como pequenos neuroniozinhos que se queimam: se acontecer continuamente há prejuízo, mas como não é assim, terminei meu dia ainda animado e com expectativas para amanhã. Afinal, é fim de ano e estou saudável para cumprir todas as obrigações!

Bem, vou parar por aqui e analisar o que dá pra melhorar... oh preguiça de escrever! Acho que vou começar um videolog, hauhauha!

Falow!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Nova Prova de Proficiência em Língua Japonesa - 新日本語能力試験

Pessoal, neste último dia 05 (domingo), eu estava em Londrina para fazer pela primeira vez a NOVA Prova de Proficiência em Língua Japonesa, que foi realizada pela primeira vez em todos os países que comumente a realizam. Mas essa já foi a segunda vez da prova, porque em julho a prova estreou apenas no Japão e em outros países próximos ali com grande número de inscritos.

  Grandes primos queridos e Tia Odete que me receberam tão bem em Londrina (faltam o Paulo e o Osvaldo), e a Lorene me acompanhou pra lá!

Primeiramente, o melhor de tudo é que sou muito bem recebido em Londrina pelos meus primos sempre que vou fazer essa prova! Então eu vou feliz, com a barriga cheia e animado. Um beijo pra eles!
Nesta vez, como era a primeira vez que eu ia fazer a prova nova e por eu estar enferrujado no japonês, resolvi fazer o nível N2, em cujo equivalente eu já tenho certificado, mas para ser uma prova mais "light" e pegar o jeitão, porque o nível 1 eu estou sempre raspando, ainda falta melhorar um pouco o nível, por isso ia ser muito difícil eu passar, embora eu já tenha passado uma vez nos tempos áureos de Japão.



Enfim, a prova foi realizada pela primeira vez na PUC de Londrina, é muito bonito lá, parece a PUC de Curitiba só que com um prédio só, hehehe... era mais longe e eu saí mais cedo.
A prova transcorreu normalmente em Londrina, para os 5 níveis (que na prova antiga eram somente 4), teve 421 inscritos, sendo a maioria no nível 5 (iniciantes). O nível 2 que eu fiz tinha o menor número de inscritos (43 pessoas).

Como sempre, tinha gente do norte do Paraná inteiro, ônibus de toda a região, e um pessoal de Tupã, Bauru, interior de S. Paulo ali mais perto do PR do que da capital. Pela primeira vez eu senti um pouquinho de desorganização porque a pessoa que deixava voltar para o local de prova depois do intervalo não estava informada direito dos horários que cada nível podia subir, e impôs regras diferentes do pedido da professora aplicadora, fazendo com que os que desceram pro intervalo chegassem atropelados (não literalmente heheh)

Bem, depois de umas poucas 4000 linhas de impressão sobre o dia da prova, uma breve opinião sobre as mudanças do nível 2:

- A prova de gramática - interpretação de texto - vocabulário - kanji foi unificada. Isto é, uma prova que era dividida em duas partes se tornou um caderno de 30 e poucas páginas com 75 questões, para serem resolvidas em 105 minutos. Parece mais cansativo? Pois não é, na verdade minha opinião é que é uma maravilha, porque quando a prova de interpretação de texto e gramática era separada das outras, o tempo para ela era muito curto! Principalmente pra quem não é nativo e tem menos experiência de japonês, é praticamente impossível cumprir a prova sem ter que chutar algumas questões. Pois bem, desta vez eu consegui ler, pensar e resolver a prova inteira, e o tempo deu certinho! Claro que devo ter errado um monte de coisa, mas pelo menos eu fiz tudo pensando no que estava fazendo.

- Uma novidade nesta prova também é um tipo de exercício em que eles põem 4 lacunas e cada lacuna é um pedaço da frase. A tarefa é colocar essas lacunas em ordem, e marcar a alternativa que corresponde à posição da lacuna indicada. Algo assim. É meio chatinho e exige raciocínio, explora mais a experiência do que a teoria, mas é um bom teste, um real teste do japonês.

- Prova auditiva - foi totalmente reformulada! Ela é o segundo bloco do teste, tendo 45 minutos para o nível 2, depois de um intervalo de mais ou menos 30 minutos. Ficou muito mais (aparentemente) complicada! Mas na verdade ficou muito mais efetiva na hora de testar. As figurinhas que eram um saco e tinham antes nas opções das questões se tornaram frases, isso eu gostei pq eu sempre me estrepava nessas questões. E os diálogos que não têm figuras ficaram mais longos, mas mais suaves, menos pegadinhas. Dá pra ir anotando e interpretar tranquilo. Eu gostei de um exercício que tem diálogo, pra você marcar a opção que completa ou que responde à frase dita. Tipo: "Você chegou atrasado!"... daí as opções de resposta são: "Obrigado pelo presente", "Desculpe, vou me cuidar na próxima vez", "Tanaka-san escutou errado e colocou o mapa na geladeira". Qual a opção certa? A segunda, né? Mas as outras são engraçadas, por isso eu gostei dessa questão. Adoro conversas sem sentido! hehehe

Falow!